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Sequenciamento de abate no curral: ordem que preserva qualidade e bem-estar

A ordem em que o animal entra na linha parece detalhe logístico. Na prática, afeta tempo de permanência, estresse, pH da carne e rendimento. Planejar é função de sistema.

Entre o desembarque do animal e o início do abate há uma janela operacional que costuma ser administrada por supervisão de curral, com apoio de lista manual. Essa janela, quando bem gerida, é invisível; quando mal gerida, aparece em pH elevado, em qualidade de carcaça inferior, em rendimento abaixo do esperado. A relação causal está na literatura técnica — animal estressado entrega carne inferior.

Sequenciamento inteligente leva em conta origem (lote recém-chegado precisa mais tempo de descanso), categoria (animais maiores exigem espaço próprio), destino comercial (cota específica pode precisar lote agrupado), e compatibilidade (separação de animais incompatíveis reduz agitação). Fazer isso em lista de papel é trabalhoso e propenso a erro; em sistema integrado, é consequência de cadastro bem preenchido.

Integração com recepção

Sequenciamento começa antes do curral, na portaria. Identificação do animal, conferência de GTA, separação por origem, alocação em baia — cada uma dessas etapas alimenta a lista de abate do dia seguinte. Sistema que cobre essa cadeia completa permite simular ordem de abate antes do início do turno, ajustar em função de imprevisto, documentar para auditoria.

Ganho mensurável, raramente celebrado

O ganho de bom sequenciamento costuma não virar manchete interna — é consistência de indicador, não evento único. Carcaça com menos desvio de pH, rendimento mais estável entre turnos, menor variação na qualidade de corte. Planta que faz bem essa gestão transfere esse ganho para a relação com o cliente — reclamação de qualidade cai, recompra sobe, não é acidente.

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