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Qualidade da base histórica: por que BI novo em dado velho entrega pouco

Ferramenta de BI moderna em cima de base com inconsistência de cadastro, código duplicado, rótulo variando por ano — resultado é dashboard bonito com números questionáveis.

Projeto de BI em frigorífico frequentemente começa pela escolha da ferramenta. Power BI, Tableau, Qlik, Looker, solução integrada ao ERP. A escolha é relevante, mas raramente é o que decide o sucesso. O que decide é mais mundano: qualidade da base histórica.

Dado de cinco anos, com produto mudando de código três vezes, cliente trocando de classificação em meio do caminho, categoria sendo renomeada em 2022, indicador calculado por fórmula diferente em cada filial. Qualquer análise sobre essa base produz número — mas o número não é confiável.

Faxina como pré-projeto

Operações que lançaram BI direto em base suja descobriram, rápido, que diretoria não confia no dashboard. Cada reunião vira discussão sobre se o número está certo, em vez de sobre o que fazer com ele. É custo alto em credibilidade.

Alternativa: tratar a base antes da ferramenta. Normalizar cadastro, consolidar código legado, reescrever fórmula de indicador para versão única, documentar dicionário de dados. Trabalho árido, que não vira foto de diretor em material institucional, mas que sustenta qualquer camada analítica posterior.

Governança contínua

Base limpa, se não for mantida com disciplina, volta a sujar em meses. Operação madura mantém comitê pequeno, com encontro mensal, responsável por aprovar mudança em cadastro mestre, revisar indicador novo, manter dicionário atualizado. Sem esse zelador, mesmo o melhor dashboard perde precisão ao longo do tempo.

Resumindo: ferramenta de BI é 20% do projeto. Os outros 80% estão em engenharia de dados, governança e cultura analítica — áreas onde o investimento não aparece na demonstração comercial, mas onde o valor de fato se cria.

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